sábado, 26 de junho de 2010

III CONCURSO DE PATCHWORK: MEU BRASIL BRASILEIRO





Terra Brasilis

Autora: Sabrina Moeller da Rosa


O trabalho foi idealizado após a realização de detalhado estudo do tema. Optei então por realizar um trabalho de refletia o verdadeiro espírito da brasilidade, a raízes do país e do turbilhão de raças que formou a alma do país, que é o seu povo.

O Brasil é o que é em razão do seu caldo cultural miscigenado e inigualável, que deu ao mundo a figura do brasileiro, que pode ser branco, negro, pardo, loiro ou moreno, de olhos negros ou azuis, de feição índia ou européia, enfim, não há um estereotipo desta figura.

Aqui todos são recebidos de braços abertos, independente de credo cor, raça, origem, ninguém é estrangeiro, mas todos são.

O brasileiro legítimo é o indígena que aqui habitava antes de descobrimento. Junto a este aspecto, a flora e principalmente a fauna deste país são mundialmente reconhecidas, a Amazônia - o pulmão do mundo - e os animais nativos deste país.


Assim retratados desde que a primeira caravela aportou na então Terra de Vera Cruz, segundo Pero Vaz de Caminha em sua carta a El Rei D. Manuel, dizendo:

“E um deles arremessou um sombreiro de penas de ave, compridas com uma copazinha de penas vermelhas e pardas , como de papagaio.”

“E andavam lá outros, quartejados de cores, a saber metade deles da sua própria cor, e metade de tintura preta, um tanto azulada; e outros quartejados d”escaques.”

“Outros traziam carapuças de penas amarelas; e outros, de vermelhas; e outros de verdes.”

“Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho, e quartejados, assim pelos corpos como pelas pernas , que, certo, assim pareciam bem.”

“E de tal maneira se passou a coisa que bem vinte ou trinta pessoas das nossas se foram com eles para onde outros muitos deles estavam com moças e mulheres. E trouxeram de lá muitos arcos e barretes de penas de aves, uns verdes, outros amarelos, dos quais creio que o Capitão há de mandar uma amostra a Vossa Alteza.”

“Resgataram lá... papagaios vermelhos, muito grandes e formosos, e dois de penas verdes, e um pano de penas de muitas cores, espécie de tecido assaz belo...”

“Esta terra Senhor parece-me que, da ponta que mais contra ao sul vimos, até à outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. Traz ao longo do mar em algumas partes grandes barreiras, umas vermelhas , e outras brancas; e a terra de cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é toda praia...muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu , vista do mar, muito grande; porque a estender olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredos – terra que parecia muito extensa.

Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muitos bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d”agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas . Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem!”

3 comentários:

Brigida Silveira disse...

Sabrina sou de Pelotas tenho uma loja aqui que vende material para Patchwork, e hoje esteve aqui a Marta tua aluna, e me falou dos teus trabalhos, e de quanto ela esta gostando do Patchwork. Te encontrei pelo google, e estou encantada, com a beleza, criatividade, as cores e tudo mais. Parabéns!!!Teus trabalhos são lindos e as premiações merecidas. Espero qualquer hora te conhecer pessoalmente. Abraços Brígida

Bel disse...

Oi Sabrina...tenho uma amiga interessada nas colchas...tens algum telefone de contato?
Meu email é cibeleromeu@hotmail.com

Agradeço desde já e parabéns pelo blog, as coisas são fantásticas.

anacaye disse...

Olá...mais uma vez parabéns...teun trabalho está lindo...bjs An@